Blog do Mulheres de Esperança

Preciso de ajuda

Susie Pek

Um dos meus seriados favoritos é repleto de doçura, gentileza, carinho e respeito. Tudo se passa numa pequena cidade, onde os relacionamentos são intensos, próximos e quase perfeitos. Entretanto, sempre fico intrigada com a reação dos personagens, particularmente os femininos, diante de uma oferta genuína de ajuda. Não foram poucas as vezes em que os personagens disseram num tom, como se estivessem meio ofendidos: “Não preciso de ajuda!” Confesso que além de analisar o que está por trás dessa reação, inevitavelmente penso: “Todo mundo precisa de ajuda.”

 

Sabemos que nem toda oferta de ajuda é genuína e cheia de boas intenções, o que desperta uma sensação desagradável em quem a recebe.  É como se alguém duvidasse da nossa capacidade de realização. Mas, também sabemos que, às vezes, a oferta foi sincera e só não foi recebida por causa do nosso desejo de superação. Queremos testar nossas habilidades e limites, então preferimos fazer tudo sozinhos. E, naturalmente, existe a possibilidade de não aceitarmos bem a oferta por causa de orgulho puro e simples. Aceitar ajuda pode significar admitir nossa fragilidade, limitação e necessidade.  Não é nada fácil expormos nossas debilidades, mas reconhecê-las sem reservas e recorrer a quem pode nos ajudar pode mudar nossa história.

 

Penso na história de Bartimeu, narrada no livro de Marcos 10:46-52: “Então chegaram a Jericó. Quando Jesus e seus discípulos, juntamente com uma grande multidão, estavam saindo da cidade, o filho de Timeu, Bartimeu, que era cego, estava sentado à beira do caminho pedindo esmolas. Quando ouviu que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: "Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! " Muitos o repreendiam para que ficasse quieto, mas ele gritava ainda mais: "Filho de Davi, tem misericórdia de mim! " Jesus parou e disse: "Chamem-no". E chamaram o cego: "Ânimo! Levante-se! Ele o está chamando". Lançando sua capa para o lado, de um salto, pôs-se de pé e dirigiu-se a Jesus. "O que você quer que eu lhe faça? ", perguntou-lhe Jesus. O cego respondeu: "Mestre, eu quero ver! ""Vá", disse Jesus, "a sua fé o curou". Imediatamente ele recuperou a visão e seguia a Jesus pelo caminho.” Que relato rico! Bartimeu convivia com uma situação debilitante e há muito tempo contava com a generosidade das pessoas para sobreviver. Ele tinha ciência de sua debilidade e necessidade de um toque especial. Quando surgiu a oportunidade, não lhe restou dúvidas, revestiu-se de humildade e se expôs ainda mais ao clamar em alta voz mesmo ao ser repreendido. Seu clamor toca fundo no meu coração: “Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!” Nele, encontramos inspiração para reconhecer nossas vulnerabilidades, nos vestirmos de humildade e ousadamente rasgarmos nosso coração diante de Deus e dizer: “Por favor, me ajude. Preciso de ti!”  

 

No amor do Senhor,

 

Susie Pek – Coordenadora do Mulheres de Esperança RTM Brasil, América Latina & Caribe

 

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