Blog da Missão Itália

Uma semana em que pudemos cantar – ‘Conta as bênçãos, conta quantas são, recebidas da Divina mão!’

Lucas Meloni

A semana que passou foi especial. Ainda que o Dia de Ação de Graças tenha nascido na América, do outro lado do Atlântico – para nós, em Portugal – essa iniciativa a todos envolve.

 

Sim, falamos do Halloween, como uma festa – nefasta para muitos – alcançou o Brasil, a sua celebração tem virado moda especialmente entre as nossas crianças – mas poucos aderiram ou sentiram-se no mínimo simpáticos à ideia de juntar a família e agradecer junto dela, pelas coisas todas que Deus permitiu que vivêssemos ou que dele experimentássemos.

 

Mas, queridos, e a pandemia? E as dificuldades todas de um ano que, para meio planeta é para esquecermos? E os mortos? E os que perderam a vida diante de tamanha tragédia?

 

Sim, este foi e tem sido um ano em que a “terra parou”, no mínimo, para balanço. Como que aquelas crianças mimadas, arteiras, que os pais a põem no cantinho da sala para ‘pensarem na vida e nos seus atos’, parece-nos que fomos todos postos nesta condição. O nosso poder todo – das armas que construímos, dos foguetes que lançamos ao espaço, o orgulho a respeito do dinheiro que amealhamos, a independência da tutela do Criador, que tanto chamamos para nós, foram envergonhados por um virusinho, menor, milhares de vezes que a cabeça de um alfinete.

 

Mas, e tem sempre um ‘mas’, um entretanto, contudo, todavia, …Deus continua sendo Deus, Ele continua sendo bom, devamos admitir. E deve existir em nós motivos para que o agradeçamos, como conclui o profeta Habacuque, ao final da sua constatação de que figueira não floresceu, nem houve fruto na vide; o produto da oliveira faltou, e os campos não produziram mantimento; as ovelhas sumiram do aprisco, e nos currais não há gado. Ele alegrou-se na pessoa, na bondade, na promessa de que, houve o que houve e haja o que houver no futuro, Deus tem um plano, um projeto, ou ele próprio a nos esperar. Com graça e com …vida!

 

Por aqui, eu e a Joyce temos muitos motivos. Se a saudade nos doeu enormemente neste mais de ano longe de tantos que amamos (e, perdoem-nos a sinceridade carnal, aquela picanha com farofa junto dos familiares e irmãos de fé e o manjar de coco que a minha mãe faz), tanto mais Deus nos acariciou e abençoou.

 

Racismo e xenofobia, tão falada – e constatada – nesta Europa longe de Deus, Portugal inclusive? Pois não nos faltaram nacionais a nos abraçar e dizer – “obrigado por terem deixado a vossa terra para virem nos abençoar e nos servir!”. Enfermidades, doenças? Acidentes? Apesar delas terem nos visitado algumas vezes, não faltaram médicos – alguns até apareceram por nossa casa a nos cuidar. Amigos de quem nos afastamos e cuja ausência nos fizeram chorar? Mas, por outro lado, outros, novos e tantos mais, antigos que de nós se juntaram já em outras aventuras missionárias nos abraçaram e nunca deixaram de nos fazer sentir que somos amados. Isto, sem dizer nos companheiros preciosos da RTM do Brasil (e da Itália, Walter e Paulinha) a nos ligar, a insistir conosco, como a sua sempre lembrança e cuidado, nas orações e preocupações, através de vídeos, telefonemas e e-mails!

 

Obrigado Senhor! Obrigado RTM Brasil e obrigado a vocês, amigos ouvintes, pelas orações, pelo acompanhamento fiel e até ofertas leais em prol da obra por essas bandas e da nossa missão!

 

Se pararmos mesmo, e nos lembrarmos daquele velho hino (oh! Como nos fazem falta nas igrejas!), depois de contar as bênçãos e de dizê-las de uma vez, veremos todos, surpresos, o “quanto Deus já fez”!

 

A ele a nossa gratidão e louvor!

Com o nosso amor – e gratidão – Joyce e Rubinho Pirola (missionários na RTM Portugal)